Ceará apresenta exemplo em educação, cultura, ética e cidadania

Por Eliane Belfort*

Volto de Fortaleza vestida de humanidade. O sol dessa terra aquece o coração de seus nativos, que dão ao visitante o calor da acolhida e o aconchego da amizade. Com carinho e bem-querer pela cidade, nos levam a desvendá-la, imaginá-la e, mais que vivê-la, senti-la. É assim, embebida de Fortaleza, que lhes conto a riqueza dos projetos produzidos e operados pela Fundação Demócrito Rocha, criada pelo Grupo de Comunicação “O Povo”, objeto de minha visita àquela terra.

Mais que projetos, são obras de arte voltadas para a educação, principalmente, para a cidadania, a ética, a cultura e, sobretudo, a cultura regional, pois segundo nossa grande amiga, nosso par na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretora das organizações “O Povo”, Wânia Dummar, “não é possível desenvolver cidadania e ética, sem amar e valorizar seu lugar e seu espaço. E só se ama o que se conhece e o que se chama de seu”.

Uma pequena parte do trabalho de 80 anos deste grupo de comunicação do Ceará estará na 5ª Mostra FIESP/CIESP de Responsabilidade Socioambiental deste ano. Estamos trazendo a experiência e os resultados da primeira Universidade Livre do País, a Universidade Aberta do Nordeste (UAN), que em 25 anos de atuação compuseram números superlativos, assim como seu alcance. Em 1996, a UNESCO atestou a importância do trabalho realizado pela Fundação, assinando convênio com esta instituição e iniciando parceria em projetos de Educação, Cultura, Ciências Sociais, Ciências Exatas e Comunicação.

Venha ver e sentir um pouco do amor cearense, a sua gente e suas coisas.

SERVIÇO:

5ª Mostra FIESP/CIESP de Responsabilidade Socioambiental
Apresentação de cases: Responsabilidade Social com foco nos Negócios da Empresa

Dia 21 de novembro, das 16h às 17h30, no Auditório do 10º andar da Fiesp
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – São Paulo/SP

*Diretora Titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, vice-presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (CONSOCIAL) do Instituto Roberto Simonsen (IRS) e membro do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (Cores/CNI).

 

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Igualdade de gênero: uma questão econômica

Por Eliane Belfort*

O relatório do Banco Mundial traz à tona a questão da igualdade de gênero por um ângulo, talvez, nunca explorado, isto é, o valor do trabalho da mulher, a quantificação deste trabalho, e a perda econômica por sua desvalorização ou impossibilidade, quando suspenso por violência, falta de saúde e outros motivos, advindos de preconceitos e heranças socioculturais. O relatório poderá servir para que as
nações e governos trabalhem a igualdade de gêneros como questão econômica e de competitividade das nações. O pragmatismo deste enfoque não assustará e afastará a barreira daqueles que ainda não entendem a imperiosa necessidade desta igualdade, para a construção da paz e da elevação do patamar civilizatório em todas as sociedades ao redor do mundo.
Venha discutir essa questão com a Ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), com a diretora de Gênero e Desenvolvimento do Banco Mundial, Jeni Klugman, que apresentará os resultados do relatório sobre “Desenvolvimento e Igualdade de Gênero do Banco Mundial – 2012”, e com a professora Mônica Barroso, Defensora Pública e coordenadora de Políticas para Mulheres do Estado do Ceará, que dará uma visão sobre economia criativa em que a mulher é o principal foco.

SERVIÇO:
5ª Mostra FIESP/CIESP de Responsabilidade Socioambiental
Mesa Redonda: O Empoderamento das Mulheres para o Equilíbrio Socioeconômico das Nações

Dia 21 de novembro, das 11h às 12h30, no Teatro Popular do SESI
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – São Paulo/SP

*Diretora Titular do Comitê de Responsabilidade Social (CORES) da Fiesp, vice-presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (CONSOCIAL) do Instituto Roberto Simonsen (IRS) e membro do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CORES/CNI).

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Carta a Senadora Marta Suplicy

Cara Senadora Marta Suplicy,

A parabenizo pelo seu posicionamento, importante e oportuno, na coluna do dia 22 próximo passado da Folha de São Paulo. Seu argumento sobre o “velho” é perfeito. Sei que sua elegância não permitiria, mas eu ainda acrescentaria: velho é ver o mundo pelo retrovisor na perspectiva do próprio umbigo.

 

Marta Suplicy:
http://acervo.folha.com.br/fsp/2011/10/22/2/5729901

Danuza Leão:
http://acervo.folha.com.br/fsp/2011/10/16/15/5729026

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Para que serve o marido, senão para prover sexo e finanças?

Esta é a pergunta que devem estar se fazendo homens e mulheres que aceitam sem questionamento a lógica de dominação, preconceito e discriminação de gênero que está na base da nossa sociedade, e que refletiu na campanha da Hope – objeto do artigo do promotor Dr. Fausto Rodrigues de Lima, na Folha de São Paulo do último dia 4. Ao nos brindar com uma lúcida análise sobre os males advindos das representações sexistas e dos papéis estereotipados, que devem ser representados por cada gênero, lança luz no descompasso das relações entre homens e mulheres, que vem se aprofundando claramente neste novo século.

As mulheres iniciaram uma revolução silenciosa na metade do século passado que resultou na diminuição do número de filhos e um aumento dos anos de escolaridade. Isto as tem levado ao mercado de trabalho com remuneração muitas vezes superior a dos homens, tornando-as provedoras e, talvez, explique os números do IBGE que apontam que 35% de famílias são chefiadas por mulheres sem
a presença masculina, o que representa um desequilíbrio social com viés cada vez mais individualista, trazendo grande prejuízo aos filhos, que são privados do convívio dos pais, às mulheres que assumem sozinhas a responsabilidade integral pela família e aos homens, que se perderam nessa nova ordem social, pois ao perderem o papel único de provedor e não sabendo assumir novos papéis, dada a grande dificuldade em desenvolver comportamentos ditos femininos e, como tal, inferiores. Ao homem não é permitido mostrar sentimentos ou falar sobre eles, o que o torna dispensável para a mulher que busca uma relação de igualdade com diálogo, romance, carinho, atenção, sexo e fidelidade. Por esta razão, o artigo do promotor Dr. Fausto Rodrigues de Lima é importante, pois remete ao quão prejudicial tem sido manter a lógica machista-sexista em nossa sociedade, ao passo que inibe o desenvolvimento da diversidade, da harmonia e paz social. Buscar o equilíbrio e a reorganização social deve ser tarefa de homens e mulheres que entendem, respeitam e valorizam a complexidade do ser humano, rejeitando, pois, papéis pré-determinados que infelicitam e deterioram a sociedade.

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Rafinha Bastos x Bandeirantes: Faturamento, machismo e hipocrisia

O novo “Rei da baixaria”, segundo a revista Veja, da qual foi capa na semana de 5 de outubro, enseja uma reflexão sobre a repercussão de um dos seus feitos. A ofensa à cantora Wanessa Camargo, fartamente comentada, ensejou, por parte da emissora Bandeirantes, um pedido de desculpas. E você, como eu, deve ter aplaudido, mas um olhar mais apurado mostra que o pedido de desculpas não foi feito à cantora e sim ao marido de Wanessa Camargo, o empresário Marcus Buaiz.

E aí, ficamos sem entender se o pedido de desculpas ao marido foi puro preconceito machista, onde a emissora faz “a defesa da honra do marido” ou uma reverência ao poder econômico advindo da agência de marketing esportivo que comanda junto com Ronaldo, o fenômeno. Seja qual for o motivo é certo que não houve, por parte da Bandeirantes, indignação pelo fato de ter levado ao ar o grotesco, o funesto e o ofensivo e ter extrapolado os limites do razoável, racional e tolerável.

Assim podemos inferir que as baixarias preconceituosas e ofensivas podem continuar através de outras bocas. O que não pode é mexer com o que pode afetar o faturamento da emissora.

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Carta Aberta às Mulheres

Carta Aberta às mulheres que dizem que não gostam ou não entendem de política, ou ainda às que confundem o fortalecimento e a defesa dos direitos civis e políticos das mulheres com o feminismo empedernido dos anos 60, como queimar sutiãs em praça pública.

 
O esforço de mulheres empresárias, líderes de órgãos de classe, profissionais liberais, executivas, advogadas, procuradoras, desembargadoras e líderes de movimentos populares, que compõem o grupo “PIC da Mulher” – Pólo de Irradiação do Conhecimento, não tem, absolutamente, este caráter sectário.

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