Virgindade ainda é mercadoria preciosa

A polêmica estabelecida pela mídia sobre a comercialização por uma jovem e sua virgindade através das redes sociais, é de uma miopia muito grande, e mostra a elasticidade da moral e como muda no tempo e no espaço.

A virgindade sempre foi tratada como mercadoria, e como tal sempre teve um valor de mercado estabelecido por intermediários. Normalmente dois homens, o pai e o senhor marido. O pai garantia com zelo o cuidado do bem precioso até a realização do casamento, pois caso o lacre, no caso a virgindade, tivesse sido rompido anteriormente, a mercadoria seria devolvida e o negócio desfeito; tudo assegurado por lei.

Com a parcial emancipação da mulher, a grande maioria foi se apropriando do seu corpo e de sua vida, maioria que não admite mais ser tratada como mercadoria, como objeto de uso e abuso.

Com esse histórico ainda tão próximo, não é estranho que uma jovem perceba que muitos homens têm como objeto de desejo a virgindade de uma mulher. Como há os que têm por carro, barco e outros gadgets e pagam muito por isso, criando um mercado de consumo de alto luxo (ou lixo). Ela, pragmaticamente, quis participar desse mercado, vendeu o que lhe pertence sem intermediários, ficando inteiramente com o produto da venda e aproveitando-se de um mercado machista que está disposto a pagar muito por seus tolos e infantis desejos.

Hoje, como ontem, a mulher que se coloca nesse mercado tem um valor de compra e com o lacre que atesta a inviolabilidade do produto tem seu preço aumentado.

Acompanhe o caso na Revista Veja de 23/11/2012.

 

“Riqueza é dispor de tempo e liberdade”, Eliane Belfort

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Presidente Sustentável


(Foto: Reprodução)

 

Muitos, cada vez mais, falam de sustentabilidade, poucos são coerentes.

O presidente do Uruguai, José Mujica, dá uma lição de consumo consciente e exemplo de mudança do mundo, a partir da mudança pessoal. Pena que já tem um consumista de plantão pronto para explorar mercadologicamente o bom e frugal exemplo de vida simples e plena.

Conheça a história do presidente que dirige um fusca e doa 90% do salário – http://migre.me/c50iK

 

“Riqueza é dispor de tempo e liberdade”, Eliane Belfort

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Você sem representante na Câmara Municipal

É provável que você, como eu e quase 60% dos eleitores de São Paulo, não teve o vereador de sua escolha eleito. Provavelmente também você saiba que ele não foi eleito porque faltaram recursos financeiros para divulgar seu nome e suas ideias para os mais de 8 milhões e 600 mil eleitores dessa cidade ou pelo menos parte dela; como tiveram a chance de fazer todos os que foram eleitos.

É provável ainda que seu candidato não tenha articulação com empreiteiras e bancos e é também provável que você tenha dado seu voto a ele por essas razões.

O seu voto é o chamado “voto de opinião” que vem perdendo valor pela força do recurso financeiro que paga o marketing eficiente. Marketing pago pelas empresas doadoras, ou melhor, investidoras, que na sua grande maioria doam de maneira oculta via partidos que repassam para seus “escolhidos” e que se eleitos os representarão na Câmara.

E a nós, cidadãos comuns, não é dado conhecer quem financia quem, quem defende os interesses de quem. Sabemos que 27% das doações identificáveis foram de bancos e construtoras, porém quase 60% das doações não sabemos a origem porque são ocultas. E assim, nós munícipes, sabemos que não temos representante e nos afastamos da vida política.

O que nos resta é pressionar pela reforma politica e o financiamento público e único de campanha, que trarão oportunidades iguais na disputa e na gestão e aí sim saberemos, de fato, quanto custa uma eleição.

Empresas não doam, fazem investimentos que terão retorno por meio das conhecidas licitações dirigidas, leis de ocupação do solo com favorecimento explícito e, no limite, obras superfaturadas.

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Direitos trabalhistas para todos os brasileiros

 

A casa grande ainda não saiu da vida dos brasileiros. Tramita na Câmara um projeto que visa equiparar os direitos de trabalhadores domésticos aos demais trabalhadores. É triste observar que ainda precisa de discussão e aprovação pelos senhores parlamentares, que representam as vozes da sociedade, direitos que são líquido e certo para as outras categorias.

A desigualdade persiste na medida em que persistem os preconceitos e o ranço escravocrata, que ainda agraça no meio da nossa elite conservadora.

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“Riqueza é dispor de tempo e liberdade”, Eliane Belfort

 

 

 

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Não é tão simples assim

 

Segundo a matéria do Jornal Valor Econômico de 08 de novembro, para elas é bem mais fácil crescer no Brics. Porém é muito frágil apoiar o progresso profissional das mulheres no suporte doméstico, advindo do trabalho de outras mulheres menos qualificadas.

No Brasil, pesquisas recentes dão conta de que a empregabilidade no setor doméstico vem caindo e já não é o primeiro setor a empregar mulheres, pois perde para o setor de serviços. Isto mostra que empregados domésticos tendem a, como nos países desenvolvidos, diminuir e até desaparecer. Portanto é urgente a necessidade de criar políticas públicas para creches de qualidade, serviços de cuidadores públicos e, principalmente, a conscientização da necessidade da divisão equânime do trabalho domésticos entre homens e mulheres.

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Da Série Boas Notícias: Trabalhadores negros aumentam renda salarial


 

Apesar dos negros ainda receberem salários menores, 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, indicaram aumento de 5 vezes na renda do trabalhador negro, diz Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).

Estamos caminhando, aos poucos é verdade, mas felizmente o Brasil vai se tornando mais justo e equânime.

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