Política da Hora Nº 8

Política da Hora Nº 8
Programa transmitido dia 30/11/2015

Para ouvir o áudio, clique em http://www.mulheresprogressistas.org/hora/PoliticadaHora08.mp3

Boa tarde, Carlos

Boa Tarde, ouvintes

O tema do programa de hoje é : Será que o Brasil muda ?

O Brasil muda se houver Justiça para todos, e não como arma revanchista.

No Brasil, sempre vivemos sob o signo  da corrupção.

Não é preciso ir muito longe para lembrar de Janio Quadros, eleito para varrer a corrupção, o Collor, caçador de marajás.

Eles foram eleitos pelo povo, para acabar com a corrupção.

Mas na verdade o que muda sempre é a mão e o bolso para onde vai a propina.

Mas agora parece que algo mudou, temos presos políticos importantes no cenário da República.

Um dos empresários mais importantes do Brasil, dono de uma construtora igualmente importante, Marcelo Odebrecht, está preso.

Outros executivos de grandes empreiteiras, como Camargo Correia, Engevix, Galvão Engenharia, OAS, Queiroz Galvão, Mendes Júnior, e Andrade Gutierrez,
para não ter seus donos igualmente presos, fizeram acordo, confessaram seus crimes e pagarão UM BILHÃO DE REAIS para a União.

É inacreditável, mas temos um também banqueiro preso.

Bem verdade é que é um “new banqueiro”, um novo rico no cenário dos banqueiros, e como tal sem “pedigree”, mai fácil para por as mãos….

Mas, de qualquer forma, André Esteves é banqueiro, presidente do BTG Pactual, e está preso por tentar prejudicar a ação da Justiça.

Temos também preso um grande pecuarista, o Carlos Bunlai.

E estão presos três deputados federais e um Senador da República.

A prisão do parlamentar Delcídio do Amaral (PT) chamou atenção no cenário político.

Muitos disseram que ele é o primeiro senador preso no exercício do seu mandado.

No entanto, ele não foi o primeiro caso de um senador a ser preso durante exercício do mandato.

Foi o terceiro !

Uma discussão em pleno Plenário do Congresso causou a morte do senador José Kairala (PSD-AC), que foi baleado no abdômen e morreu, causando a prisão de dois senadores Arnon de Mello (PDC-AL) – pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello – e Silvestre Péricles (PTB-AL).

Os senadores Arnon de Mello e Silvestre Péricles foram presos em flagrante.

No entanto, os parlamentares ficaram detidos por pouco tempo.

Cinco meses após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e inocentou os dois.

Agora é a vez de Delcídio.

O que acontecerá com ele ?

Como podemos perceber, tem muita gente graúda envolvida em corrupção, e há muito tempo.

Mas será que o alvo agora é mesmo a corrupção ?

Ou o objetivo é encontrar qualquer pretexto, qualquer coisa que incrimine o presidente Lula, que apesar da campanha difamatória, ainda se mantém no mais alto nível de aprovação entre os presidentes brasileiros, até hoje?

Agora, vamos ver se a verdadeira Justiça será feita !

Para ser para valer, para realmente acabar com a corrupção a Justiça não pode ficar cercando o presidente Lula, tentando denegrir sua imagem.

Onde está a isonomia, porquê o Eduardo Cunha não foi preso ainda, porque as investigações do cartel de transportes da CPTM e do Metrô de São Paulo não avançam, porque o nome de Aécio Neves que apareceu na delação da Operação Lava Jato foi esquecido ?

E como anda a investigação da atuação das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato em obras do governo de São Paulo, que visa determinar se os tentáculos do esquema alcançaram também contratos do Metrô, Dersa e Sabesp, entre outros?

A ligação entre a Lava Jato e as obras paulistas seriam os doleiros detidos pela Polícia Federal, que tiveram ligação com empresas participantes do cartel de trens em São Paulo, e uma lista encontrada na casa de Alberto Yousseff, o doleiro, que cita empreendimentos da gestão tucana, publicada com exclusividade por CartaCapital.

E como será que vai o andamento do mensalão do PSDB, que ocorreu ANTES do mensalão do PT ?

Ele também será finalmente julgado, ou será encerrado por decurso de prazo ?

Onde está nossa eficiente e imparcial Justiça ?

Temos agora uma grande oportunidade de transformarmos as relações e costumes políticos, carregados de mal feitos, corrupções e propinas, tão enraizados e históricos.

Mas para isso, a Justiça não pode ser caolha, e olhar numa só direção, deve ter olhar e ação abrangentes, alcançando TODOS os corruptos, estejam em que partidos estiverem, inclusive os da preferência do juiz Moro.

Porque senão esta encenação será apenas para preparar terreno para a corrupção mais uma vez mudar de mãos, mudar para as mãos de uma elite treinada e escolada por muitas décadas de prática.

Devemos exigir cadeia para todos os corruptos, não só para alguns.

Aí sim poderemos esperar que o Brasil realmente mude, mudando suas praticas clientelistas e viciadas de sempre.

Eliane Belfort

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