Carta Aberta às Mulheres

Carta Aberta às mulheres que dizem que não gostam ou não entendem de política, ou ainda às que confundem o fortalecimento e a defesa dos direitos civis e políticos das mulheres com o feminismo empedernido dos anos 60, como queimar sutiãs em praça pública.

 
O esforço de mulheres empresárias, líderes de órgãos de classe, profissionais liberais, executivas, advogadas, procuradoras, desembargadoras e líderes de movimentos populares, que compõem o grupo “PIC da Mulher” – Pólo de Irradiação do Conhecimento, não tem, absolutamente, este caráter sectário.

Leia mais

Não há como responder

A denúncia de ex-alunas de Mônica Serra desnuda o esbulho, a pequenez e o sórdido vale-tudo das campanhas eleitorais no Brasil. Como mulher, me sinto envergonhada por ver um tema tão caro, seriamente discutido nos movimentos femininos, ser utilizado levianamente por uma mulher, que tudo indica viveu a dor e a tristeza, pelas quais passam as mulheres, quando solitariamente, ou com o apoio do companheiro (como parece ter sido o caso de Monica Serra), tomam a decisão extrema da prática do aborto. Nessa hora, essas mulheres necessitam de todo o apoio e acolhimento, inclusive do Estado, e não a ameaça de cadeia.

Assim como a questão ética, que nos agride como mulher, nos fere também a questão religiosa, pois provocar ódio religioso, incitando pela fé o julgamento e pregando cizânia, é um mau começo para o casal que postula ocupar o Palácio do Planalto, de onde se espera tolerância, diálogo e respeito à diversidade. Diversidade que compõe a essência deste Brasil, repleto de “Brasis”, de diferentes pensar, sentir e agir. Diversidade que tem sido a nossa grande riqueza, pois o povo, formado pelos “diferentes”, tem convivido com a pluralidade desde o Brasil Colônia, e não é possível resgatar o atraso das elites dos anos 50 e propor levá-lo para o exercício da Presidência da República, neste novo milênio.

Leia mais

Mudar Para Permanecer Como Está

No Brasil completamos seis meses da chegada da crise mundial. Aqui, totalmente partidarizada, algumas vezes sob a capa da analise técnica, outras, por puro exercício de “achismos”, vamos tendo a percepção, dependendo do analista de plantão, de que saímos da crise melhor do que entramos; ou que é uma questão de tempo para que a economia, artificialmente inflada, nos leve de vez para o buraco do qual saímos, por pura sorte e pelos bons ventos soprados pela economia mundial.

Achar o equilíbrio nesse jogo político é um exercício extenuante. Até porque extrapola as nossas fronteiras. E vão colocando mais “lenha na fogueira”, pois como é sempre bom ouvir elogios, gostamos de saber que somos presididos pelo “O Cara”; ou que sairemos da crise como a quarta economia do mundo; que o Brasil, finalmente, encontrou seu futuro… Eu também quero acreditar. Mas, mais que acreditar, gostaria de investir, não nos sonhos, mas na realidade, pois a crise vai se acomodando no mundo todo e pouco se ouve falar sobre como coibir suas principais causas.

Leia mais

Qual a Razão Social da sua empresa?

A idéia da Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental, que será realizada de 2 a 4 de agosto, no Pavilhão Bienal (São Paulo/SP), surgiu para atender a uma demanda das corporações pelo estabelecimento de canais de comunicação que propiciem melhor divulgação de suas práticas de Responsabilidade Socioambiental. Constatamos que as corporações têm hoje como instrumento a publicação do seu Balanço Social, que não tem o alcance e a repercussão almejada pelas empresas.

Mais do que um evento esporádico, esta Mostra tem um projeto de futuro, com vistas a colocar a “lanterna na proa”. Alinhada aos conceitos que vimos divulgando no Programa Sou Legal – a Agenda de Responsabilidade Social da Fiesp, “descola”, de uma vez por todas, o conceito de Responsabilidade Social Empresarial da ação social e da filantropia, trazendo o empresário para a ação e a reflexão: “Qual a Razão Social da sua empresa?”

Leia mais

Antes do Pré-sal

Abrir o diálogo com a sociedade, expor as possibilidades de ganho financeiro e as garantidas perdas ambientais e, possivelmente, sociais, advindas da exploração do petróleo e gás, é urgente. Importantes indicadores de desenvolvimento demonstram que a geração de vultosos recursos financeiros não tem trazido riqueza para as populações dos municípios que recebem royalties.

A descoberta de enormes quantidades de petróleo, na camada de pré-sal da Bacia de Santos, traz significativas mudanças na vocação econômica dos municípios da baixada santista. Hoje, estão mal e mal preparados para receber turistas, pois apresentam constantes colapsos no fornecimento de água, energia e suprimentos para as suas populações flutuantes, quando dos feriados de fim de ano e Carnaval, por exemplo. Sem falar das endemias e pandemias que, a cada verão, tomam conta dessa região, reflexo da precariedade de infra-estrutura, como esgoto e saúde, e políticas de prevenção aos vetores transmissores das doenças tropicais.

Leia mais

Norma define responsabilidade social

ISO 26000 chega ao mercado após oito anos de debate que teve a participação de 450 especialistas de 90 países. Nova norma é um guia de orientações para empresas e não existirá um selo de certificação, como em outras ISO.

ANDRÉ PALHANO

Oito anos de debate, 450 especialistas de 90 países e mais de 40 organizações internacionais.

Esses são alguns dos números da ISO 26000, a norma da ISO (International Organization for Standardization) que chega ao mercado com a promessa de se tornar a principal referência de responsabilidade social nas empresas e organizações.

O envolvimento de diversos setores da sociedade, com interesses nem sempre convergentes -além da própria heterogeneidade entre os países-, explica tamanha demora na aprovação da norma, afirmam os responsáveis por sua implementação.

Ao mesmo tempo, é essa construção coletiva que provoca expectativas tão ambiciosas para a ISO 26000, que competirá em um mercado que abriga dezenas de selos e padronizações relacionadas.
“Talvez a coisa mais importante da ISO 26000 é que ela significa a expectativa da sociedade sobre o comportamento das organizações na questão da responsabilidade social”, diz Ana Paula Grether, da Petrobras, representante da indústria na delegação brasileira da ISO 26000.

O que a nova ISO traz é uma grande compilação e alinhamento de ferramentas e iniciativas já existentes, ancoradas em organizações mundialmente respeitadas como a ONU (Organização das Nações Unidas), a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a própria ISO.

Esse emaranhado de acordos, tratados e padronizações, gerou uma nova definição para responsabilidade social das organizações, que muitas vezes ainda gera confusão.
“A norma acaba com a confusão conceitual que sempre existiu em torno do termo responsabilidade social, deixando claro que ela é um meio, um caminho para alcançar o desenvolvimento sustentável”, diz Jorge Emanuel Cajazeira, presidente do Comitê Mundial da ISO 26000 e diretor da Suzano.

Diferentemente de suas “irmãs” mais conhecidas, a nova ISO não é certificável, ou seja, não existirá um selo ISO 26000 que ateste práticas de gestão alinhadas com o que alguns já chamam de “o estado da arte” da responsabilidade social.

DIRETRIZES

“A norma é um guia de diretrizes e orientações para que as organizações, sobretudo as empresas, adotem a responsabilidade social como parte integrante de suas estratégias de negócios”, disse o vice-secretário-geral da ISO, Kevin McKinley, no lançamento no Brasil.

Isso não reduz o apetite das empresas em adotar a norma? Para os especialistas envolvidos, o efeito esperado é o contrário: ao declarar a ISO 26000 como foco da gestão, as organizações estarão se submetendo ao escrutínio da sociedade, que, por sua vez, terá a norma como uma ferramenta de cobrança.

DEFINIÇÃO SEGUNDO A NORMA ISO 26000

É a responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que:

– Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e o bem-estar da sociedade
– Leve em consideração as expectativas das partes interessadas
– Esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com as normas internacionais de comportamento
– Esteja integrada em toda a organização e seja praticada em suas relações

Leia mais